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sábado, 24 de julho de 2010

HERESIA




O escritório de Advocacia, não tem luxo, mas é um lugar muito aconchegante. A janela tem cortinas sóbrias, e os móveis não são convencionais. A advogada está sentada frente à tela do computador redigindo uma petição inicial, aguardando o próximo cliente, pensativa toma um cafezinho e reflete sobre sua carreira, afinal as criticas aos advogados costumam ser ferrenhas. As piadinhas então são um sucesso. Mas na prática é uma profissão árdua, talvez mais que muitas outras. O Fórum não funciona plenamente na parte da manhã, data vênia, livres de piadas e críticas os promotores e juízes têm um labor mais tranqüilo. Em contrapartida os Escritórios de Advocacia no horário matinal trabalham a todo vapor. E muitas vezes os profissionais liberais escolhem menos que são escolhidos, haja vista a enorme possibilidade de escolhas por parte dos clientes. Em certa cidade do interior, que possui uma praça central arborizada se comenta com certo ar de gozação que se atirar para cima caem dez pardais dos galhos da árvore e cem advogados juntos. A causídica chega cedo a seu local de trabalho, pois a manhã voa e muitas vezes o almoço é substituído por um lanche rápido porque partir do meio dia que são marcadas as audiências, algumas conciliatórias, outras “brigatórias” sem possibilidade de acordo. Ela arruma os documentos na pasta, passa a mão nas petições a ser protocoladas e lá vai a doutora para mais uma via crucis no Palácio da Justiça, deduzindo que o cumprimento da pauta seria rápido e quiçá eficaz, pois vale mais um bom acordo que uma boa demanda. Sempre andando rápido, formulando mentalmente as perguntas e imaginando argumentos, nem mesmo o sol escaldante, ou os outros transeuntes tinham o poder de lhe tirar a concentração. Ajeita os óculos, arruma os cabelos, veste a beca, cumprimenta os colegas no saguão, senta-se e aguarda a chamada pelo Oficial Porteiro. Analisa a cópia do processo. Remexe os arquivos mentais, não se recorda quem é o cliente. Lembra-se bem que não recebeu os honorários ainda, mas isso não vem ao caso, o importante agora é defendê- lo da melhor maneira. O burburinho de gente, em nada atrapalha, ela já está acostumada a pensar em meio ao barulho. Começa a convocação das partes, entram todos para a sala, onde está sentado em destaque o magistrado, ao seu lado o escrivão que digita a ata da audiência, do outro lado o promotor de justiça. Na mesa larga e comprida reservada para as partes, senta-se de um lado a parte contrária representada pela autora da ação e seu procurador. De outro a advogada e o seu deslembrado cliente. O juiz inicia a audiência perguntando se há acordo entre as partes. Ninguém se manifesta. A parte adversa retruca:

- seu juiz ele sumiu com a escritura da casa. Num muxoxo a mulher aguarda a palavra do meritíssimo, que se dirige à advogada:

- Dra. Pergunte ao seu cliente pelos documentos do imóvel. (Minutos antes, ela prevenida instruiu o seu cliente para responder apenas o que o juiz perguntasse sem rodeios e alertou o mesmo de que não poderia pedir o auxílio dela, advogada para responder as perguntas que lhe são dirigidas). Antes mesmo de qualquer manifestação por parte de sua procuradora, o homem diz em alto e bom som, com uma voz meio bêbeda:

- Doutô eu fumei os documento. O Juiz incrédulo pergunta:

- O senhor fumou a escritura?

- Fumei sim sinhô... E os caderno das criança tamém. (Abaixa a cabeça)

O juiz indaga:

- Como assim? O senhor diz que fumou a escritura da casa, e todos os cadernos de seus filhos?

- Ainda de cabeça baixa, o inquirido responde:

- Sim sinhô!

A ex mulher, do outro lado da mesa resmunga:

- E a minha bíblia também, Seu juiz!

O juiz já bastante espantado:

- A bíblia? Mas o senhor fumou a bíblia toda?

- A bíblia toda não doutô, que a capa era dura!

Depois dessa, melhor a ilustre advogada tirar o resto da tarde de folga.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

VINDICTA





A noite estava fria, e  a rodoviária totalmente exposta acentuava ainda mais o vento gélido que batia no rosto de Valéria, fazendo suas lágrimas descerem úmidas e geladas pela face abatida.
O filhinho dorme mansamente em seu regaço, alheio a toda tribulação que ocorre em suas vidas.
Valéria sempre fora uma mulher de fibra.  O casal que empregava seu pai, donos da fazenda que eles residiam levaram- na ainda criança para morar com eles, com o propósito de ajudar nos afazeres domésticos e em contrapartida estudar na cidade. Sentia desejo de visitar a família, mas o pai trabalhava como administrador rural e não tinha parada, até que perdeu totalmente o contato com a família. Os patrões sempre a trataram com respeito e dignidade, mas são muito idosos e quando fez 10 anos que residia com eles, a mulher ficou viúva, e a solidão foi a causa do seu definhamento. Os filhos vieram quando a patroa faleceu e depositaram na caderneta de poupança, uma espécie de indenização pelos anos de serviços prestados por Valéria aos seus pais, além do pequeno apartamento no antigo edificio da cidade. Não era muito, mas Valéria estava acostumada a economizar. Sempre estudara em escola pública e com esforço e dedicação conseguiu passar no vestibular para Direito quando estava com dezessete anos de idade.
Sobreviver apenas com os juros da poupança era quase impossível, mesmo não pagando aluguel, portanto resolvera entregar seu currículo em todas as firmas da cidade. Cidadezinha do interior, não tem muitas opções de emprego, mas espera que o curso de secretariado sirva para arranjar trabalho, pois faltam ainda dois anos para o bacharelado.
Finalmente chega uma proposta de emprego, de um grande frigorífico da cidade, cujos donos eram pessoas influentes na sociedade.  Já ouvira comentários de que a empresa fazia parte de um dos pólos importantes de processamento de carnes do país, e que esse era um setor muito poderoso, que apresentou nos últimos anos elevados lucros com as exportações de carne.
O ritmo de trabalho no frigorífico, diziam ser muito acelerado, e que os trabalhadores faziam jornadas muito intensas, não tinham  tempo de ir ao banheiro. Que  eram obrigados a produzir determinado número de cortes por minuto. E isso em ambientes muito frios com temperaturas de 10°C ou menos. Ela ouvira dizer ainda que o dono da Empresa falecera e que a viúva administrava tudo com mãos de ferro, que o único filho era a pupila dos olhos da mãe.
Mas isso não tem a menor importância para Valeria, pois acredita que será apenas mais uma funcionária, trabalhando  longe das câmaras frias,  cujos contatos se restringirão  apenas às chefias do baixo escalão.
Na segunda feira chegou antes do inicio do expediente.
Nervosa aguarda o chefe de sua seção chegar. Reza para não gaguejar e entrar no ritmo do novo emprego.
Exatamente há uma semana que ocupa o quadro de funcionários do Frigorífico, nada de espetacular ainda ocorreu, até que vê adentrar no saguão principal, e se dirigir para sua mesa, o homem mais lindo que já vira em toda sua vida. Sente seu coração pular no peito, suas pernas amolecerem, fica estática olhando para ele, e a atração foi recíproca, pois o rapaz moreno, não muito alto, de sobrancelhas negras, boca carnuda e um sorriso encantador, demora alguns segundos para perguntar a ela se o supervisor de manutenção se encontra.
Valeria recupera o bom senso e pergunta quem devia anunciar. Surpresa ve- se diante do dono, ou melhor do filho da dona do frigorífico.
Depois desse primeiro contato, vieram muitos outros, e vieram também as juras de amor eterno, as promessas de uma vida a dois, regada a felicidade como se a vida fosse um mar de rosas.
Valéria, estudava, trabalhava e namorava as escondidas porque a sogra não aceitava o relacionamento dos dois. Seis meses de namoro e Valeria  vê- se aflita diante de uma possível gravidez. O namorado fica feliz com a possibilidade de ser pai, ele herdara a boa índole do pai, não via nada de errado no relacionamento dos dois, pelo contrário tinha certeza que do lado de Valéria estava sua verdadeira felicidade. Com o resultado positivo passaram a ficar mais unidos ainda e também passaram a ser mais perseguidos pela mãe do rapaz. O tempo passa, o nascimento do filho de Valéria em nada abranda a fúria do coração da avó que não os aceita de maneira alguma.
Ela é obrigada a trancar a faculdade e para trabalhar deixa o menino na creche. O namorado de Valéria, sempre está presente, mas não ajuda muito financeiramente, pois a mãe lhe passa parcos recursos,  com promessas de aumentar a mesada se ele se afastar do filho e de Valéria. Senão bastasse, Valéria sente seu coração apertado, o filho com apenas um ano de idade e sua intuição diz que está novamente grávida. Dessa vez, não teve o esperado apoio do namorado, o que ela viu no rosto do amado foi uma expressão de medo e de desilusão. Ele ficou vários  dias sem aparecer, e  numa tarde fria de junho chegou com uma desculpa para se afastarem. A mãe havia lhe dado um ultimato: ou se afasta definitivamente da pobretona que arrumara, ou todas as suas mordomias serão cortadas, não terá mais dinheiro, nem carros, nem viagens,  queria vê- lo casado com alguém da mesma classe social, não com uma aproveitadora, procriadora de filhos. Ele explicou que continuará ajudando na medida do possível, que a ama e a seus filhos, mas que não pode assumi- la contra a vontade da mãe, pois depende totalmente dela. Valéria chorou a noite inteira, quando se levantou pela manhã, tomada de enjôos, a cabeça latejando, foi com muito custo que levou o filhinho para a creche, e se dirigiu para o trabalho, sendo surpreendida pela  carta de demissão que estava a sua espera. Passou pelo departamento pessoal, como se estivesse pisando em nuvens, as têmporas latejando, o enjôo acentuara. Pegou o pequeno na creche, e foi para a casa como se o mundo tivesse desabado sobre sua cabeça.
Sabia apenas chorar.
Não, não, estava fazendo tudo errado. Decidiu não mais chorar, era preciso pensar e tomar uma decisão em seu favor e de seus filhos. O ódio e o desprezo apagavam o enorme amor que sentia pelo namorado. Não, seus filhos não tinham pai, jamais saberiam quem era o covarde que os pusera no mundo. Pensou com calma, não derramou mais uma lágrima sequer. Ela provará para aquela família que não precisa deles, nem ela nem seus filhos. Lembrou- se da madrinha que mora em Goiânia, que lhe considera muito e com quem sempre mantem contato. Corajosamente ligou e contou o que estava acontecendo. A madrinha a acolhe, tem amor suficiente para ela e os filhos, diz que sua casa e o seu coração estão de portas abertas.
Passados mais de vinte anos, Valéria sente- se cansada, mas não abatida. Não é alegria o que sente nem é tristeza. Mas tem a certeza de que agiu corretamente e no tempo certo, contando aos filhos tudo que acontecera no seu passado. Descrevera a cidade provinciana que viveram por tão pouco tempo, não escondera nada pois eram rapazes inteligentes, ambos donos de suas próprias vidas, bem sucedidos na carreira que escolheram e independentes financeiramente. Chegara a hora de mostrar que vencera, cuidara dos filhos sem precisar do pai e da família dele.
Sempre ouvira dizer que a vingança é um prato que se come frio, mas ela não se vingará com sangue, será uma revanche sadia, que deixará envergonhados aqueles que desejaram que ela sucumbisse, depois de tantos anos motivada pelo desejo de vingar- se mostrando justamente o contrario, a deixa leve como uma pluma.
Escorraçaram- na da cidade, não no sentido lato da palavra, mas de maneira covarde e velada. Agora retornava, fortalecida,  não  naquele ônibus velho, caindo aos pedaços, que aliado ao seu mal estar gravídico, até hoje lhe provoca náuseas. Não, ela volta  no automóvel caro e veloz do filho mais velho, que por sinal é esculpido em Carrara ao pai. O Outro mais novo vai no banco da frente conversando sobre Leis e processos com o irmão, e as vezes ouve os comentários da mãe que sempre fora a mentora e a sócia mais laborosa do Escritorio de Advocacia mais movimentado de Goiânia.
Ao vislumbrar a placa de Boas Vindas, sentiu um frio na barriga, o coração acelerou, e sentiu uma imensa vontade de voltar atrás. Mas não havia mais como retroceder....



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Nívea Sabino


Nívea Sabino


segunda-feira, 12 de julho de 2010

DONA DE CASA RECICLADA




Ela acordara bem cedo, com os pássaros cantando em sua janela, e o sol escondido atrás da veneziana fechada. Que dia da semana é hoje? Bom, era melhor correr. A filha tinha que ir para a faculdade, a outra para o cursinho. Serviu o café da manhã e entre bocejos e sorrisos acompanha as filhas até o carro na garagem, abençoa as meninas e se despede com um beijo.

A mesma frase volta à sua mente: o tempo voa! Era melhor correr!

Advogada de profissão e dona de casa por mero acaso, ela se mudara para o bairro há alguns meses e ainda não se habituara ao ritmo da coleta de lixo, nem se acostumara a ser exclusivamente “do lar”.
Ela sentia- se meio perdida no tempo desde que resolvera se dedicar somente às tarefas da casa, se embananava com os dias da semana e se confundia com os dias do mês no calendário. Mas acreditava que faria progressos e o fato de estar junto das filhas valia qualquer sacrifício. Se bem que enfrentar a correria do fórum, as audiências com desfechos inesperados era bem mais interessante, ainda mais que seu lema sempre fora, MELHOR UM BOM ACORDO QUE UMA BOA DEMANDA.

Ela sai do devaneio e volta para a realidade: O LIXO.

- Meu Deus será que hoje passa lixeiro? Ela acha que não, ou melhor, sabe que o caminhão passa três vezes na semana, só não consegue memorizar os dias. Mais fácil memorizar os prazos processuais.

Corre limpar a casa, organizar a cozinha para o almoço.

-Ai, que barulho é esse? O caminhão coletor de lixo... Corre na rua, grita para o caminhão:
- espere um pouco, por favor!
Volta correndo trazendo os sacos amarrados.
Ela pergunta: - Que dia mesmo vocês passam? O Motorista educadamente pela milésima vez repete os dias que o lixo é recolhido.
Ela agradece e corre de volta para as tarefas.

A semana voa, ela correndo com o serviço. Pela manhã os passarinhos a acordam, ela serve o café, abençoa as filhas, e volta a dúvida cruel, será que o lixeiro passa hoje?

Ela prepara o almoço, quando um barulho ensurdecedor a tira da melancolia da empreitada. Simultaneamente ela ouve o interfone tocando sem cessar e uma buzina de caminhão e gritos de homens na porta da casa. Ela sai em disparada e se depara com o motorista do caminhão do lixo buzinando enquanto os coletores tocavam o interfone e gritavam a plenos pulmões: LIXEIRO, LIXEIRO, LIXEIRO!

Hoje ela acorda com os passarinhos e continua correndo com as tarefas domésticas, mas nunca mais esqueceu o dia que o lixeiro passa.



Nívea Sabino

sábado, 10 de julho de 2010

MISTÉRIOS DA VIDA E DA MORTE



O homem de barba grossa e grisalha passa uma boa parte do tempo sentado no banco de madeira, sob uma frondosa árvore, em frente de casa.
A aposentadoria lhe fez bem, aliás, muito merecida, pois trabalhava desde os doze anos de idade. Sobra-lhe tempo para viver de lembranças, algumas boas e próximas, outras nem tanto.
Ali, sentado sozinho, sentindo o vento com cheiro de flor tocar sua pele, sua memória o leva para o passado, relembra fatos de sua adolescência, perdera a mãe ainda criança, o pai buscara outros caminhos e ele ficara à mercê do destino mas tinha têmpera, possui boa índole, e hoje ainda crê que a mãe cuida dele lá da Eternidade. Nesse instante desliga- se do presente e vive das recordações pretéritas de seu avô paterno. Um senhor muito distinto que usava chapéu Panamá. Tornara- se um hábito desde que aprendera se virar sozinho passar as férias na companhia do amado avô que o chama somente de Menino.
Quando estava com quinze anos, aproveitando os dias de folga foi visita- lo como de costume, e quis surpreende- lo, nunca usara chapéu, mas no percurso da viagem entrou numa loja e escolheu um bem interessante e comprou.
Riu sozinho de seu intento, sabia o que estava fazendo. Estava sendo esperado, não pegaria ninguém de surpresa, mas quando chegou notou que o bom velho ficou muito impressionado e exclamou comovido:
- Menino, ‘és’ um homem agora, ‘estás’ usando chapéu! Sorriu e abraçou efusivamente o jovem.
Aqueles foram dias de alegria, se fartando com as comidas preferidas, ouvindo histórias e curtindo um lar de verdade, ali sentia- se sempre criança, não se imaginava sem aquele aconchego. Na despedida recebeu um abraço apertado e uma bênção:
 -Deus te abençoe Menino, que venham logo as próximas férias. E ‘tens’ muito bom gosto para chapéu. 
Porém, o que ocorreu alguns meses depois daquela estadia ainda hoje o incomoda e impressiona. Moravam distantes e as visitas não eram recíprocas, os avós não faziam longas viagens, e ele gozaria do merecido descanso anual somente dali a alguns meses. Uma noite o rapaz acordou assustado de madrugada, ouvindo a voz inconfundível daquele ancião que ele tanto amava:
- Menino, Menino, me ajude!  Ele pula da cama e chama pelo pai: 
– Pai o vovô está aqui, eu o ouvi me chamar.
O pai meio sonolento, diz que foi um sonho, pois não ouvira nada. Uma chuva fria caia lá fora. Com muito custo o jovem volta a dormir quando ouve a mesma voz sonora e aflita chamando por ele e com certeza precisando da sua ajuda.
- Socorro, Menino, me ajude,menino!
.... 

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Nívea Sabino- 10/07/2010

domingo, 4 de julho de 2010

UM CASO INTRIGANTE


O dia amanheceu com o sol de sorriso aberto.
Os pássaros com seus cantos sonoros anunciam um dia sem chuva. Fim de semana que chega com prenúncios de bons passeios.
Para a molecada que esperava apenas o aval dos pais para saírem para pescar no Rio das Velhas, os ponteiros do relógio não andavam, corriam.Não era casualmente que podiam sair para um lugar mais distante de casa, mas as mães não se oporiam porque os pais de alguns estariam juntos na aventura daquele sábado ensolarado.

 
Cinco jovens e dois senhores, muita tralha de pesca, barracas para dormir, o brasileirinho arroz com feijão, carne de sol, e guloseimas que a rapaziada aprecia. Tudo conferido, não faltava nada, o refrigerante afundado no gelo e nada de bebidas alcoólicas. Naquela época a juventude não precisava de subterfúgios para se divertir, nem mesmo o cigarro comum era lembrado para ser levado para a beira dos rios.

Todo mundo apertado na camionete antiga, mas o desconforto do passeio, que uns podem chamar de Programa de Índio, não desbotava a alegria e não incomodava a nenhum dos pretensiosos pescadores.

A conversa amena entre eles esquentava às vezes com uns e outros contando historias de pescador, e insinuando ser o melhor do grupo, prometendo pescar os maiores espécimes, o que era caso de muita gargalhada no interior do veículo.

Nessas empreitadas juvenis, sempre há aquele que se destaca como o mais afoito, indo mais a frente, sem preocupar em desviar dos outros, acreditando que não existe perigo, ou mistérios nos lugares desconhecidos.

Foi exatamente por ser assim, que um dos adolescentes viveu os momentos mais estranhos e cabulosos de sua vida. O jovem se afastou do restante do grupo, com o intuito de encontrar um bom lugar para armar o acampamento, sendo mais ágil que os demais não percebeu que pegou um atalho que o separou totalmente dos amigos e do pai.

Foi exatamente no momento que notou que se encontrava só, que vislumbrou a poucos metros à sua frente uma barraca montada, era do tipo que ele não conhecia, parecia ser um modelo bem antigo, totalmente diferente da que ele possuía. Pensou em avançar, mas algo o deteve. Uma mata divisora, o separava da estranha cena que ele veria a seguir.

De dentro da barraca ele vê sair um negro, alto, forte, vestindo uma calça de algodão cru no modelo das usadas pelos escravos em novelas de época, seu dorso estava nu, e pelas feições do homem ele percebe que está nervoso e com muita raiva, pois gesticula e fala, mas o garoto não consegue ouvir nada do que ele diz, apesar da proximidade entre eles.

O moleque sente seu sangue gelar nas veias, pois o homem adentra na barraca e volta imediatamente, trazendo arrastada pelos cabelos uma mulher nua. Não tão negra quanto ele, mas a pele é bem escura.
A mulher se debate e grita, mas o jovem não ouve a sua voz.

O homem tem um facão na mão e sem dó ou piedade golpeia a mulher no pescoço, separando a cabeça do corpo. Imediatamente, esconde o corpo mutilado dentro de um saco, arrasta de volta para dentro da barraca, deixando um rastro de sangue e sinais na terra seca, coberta de poeira. O silencio impera no local. De pernas bambas, o rapaz assiste a cena...




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Nívea Sabino 04/07/2010

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

NOSSA SENHORA FALA A UM PASTOR PROTESTANTE

Eu tive a oportunidade de conhecer e conviver pessoalmente com o Sérgio Salles, homem de muita fé e de um tremendo conhecimento da Palavra, tem intimidade com cada um dos livros da Biblia Sagrada. Quando o conheci ele morava em Uberlândia-MG. Depois passou a residir na cidade vizinha Araguari, onde até hoje compartilha com a comunidade daquela cidade sua fé, sua crença, sua força espiritual, sua comunhão com o Céu.
Passo a vocês o relato na íntegra do maravilhoso encontro desse ex Pastor evangélico, com a Mãe de Deus e nossa mãe.
Meu nome é SERGIO DE SALLES, nasci no dia 13 (treze) de dezembro de 1967, na cidade de Uberlândia-MG.Batizado segundo os Sacramentos Católico - Cristão, permaneci nesta Igreja até a idade de 12 (doze) anos. Dali em diante comecei a freqüentar assiduamente uma determinada igreja evangélica, onde me batizei aos 17 (dezessete) anos. Sempre ativo naquele movimento passei por várias hierarquias, chegando de membro simples e cooperador a diácono e pastor.Casei-me no dia 13 (treze) de setembro de 1992, e tenho uma filha que nasceu no dia 13 de agosto de 1994, que seguem a doutrina protestante. Meu desempenho era fecundo, me distingui principalmente pela oposição ferrenha contra MARIA e os dogmas Católicos. Até que um dia recebi dos pregadores goianos um convite para fazer parte num congresso de jovens que seria realizado nos dias 13, 14, 15 e 16 de maio de 2000, na cidade de Goiânia- GO. Aceitei e viajei para aquela cidade, chegando dia 12 de maio à tarde. Em Goiânia aluguei um mini apartamento não muito distante do Centro. À noite, perto da uma hora da manhã, do dia 13 de maio, já havia terminado o trabalho para o dia seguinte e posto tudo em ordem; panfletos também seriam distribuídos nas portas das Igrejas Católicas ( esta distribuição de material protestante/evangélico estava voltada especialmente para a Igreja da Imaculada Conceição e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), com o objetivo de convidar os católicos para participarem do congresso e também renunciarem à fé que professavam. Estava tudo organizado como planejei. Foi assim que naquele momento percebi que havia mais alguém naquele lugar ( estava só, pois deixei a família em casa), um perfume suave de rosas tomou conta daquele lugar. Senti uma paz que preencheu todo o meu ser. Quando me virei deparei- me com uma mulher a minha frente: Mãos postas, olhava para o alto, dos olhos descia uma lágrima, vestido longo, branco, manto azul que se derramava pelo chão qual água transparente: fiquei paralisado e pensei: deve ser uma estátua dessas que os católicos gostam! Mas ela estava viva , ali na minha frente. Perguntei: - Quem é a Senhora? Então Ela desceu o rosto do alto e me olhou: o seu olhar foi até o mais profundo de minha alma, desnudou- me e me senti um nada. Aquela luz que emanava Dela, fez desaparecer tudo: paredes, teto, chão. Entendi que estava diante Daquela que tanto ataquei e combati; - Sou a Amada do Poderoso. A mui bendita entre as mulheres. Geratriz da Graça Divina, pois em mim se alojou o Verbo de DEUS. Sua boca se mexia, mas as palavras saiam do seu coração e iam direto ao meu. - A Senhora é a Santa Maria dos Católicos? - Sou a Mãe dos cristãos e da humanidade. Por mil títulos me honram, por mil nomes me chamam. Meus Filhos me chamam de Mãe, o Poderoso me chama Bendita! - As pessoas oram muito e falam no seu nome. - E deves rezar também, mas seja sempre DEUS louvado. Se me chamam não deixo que esperem, sou pronta em atender, chego no momento, sempre na hora certa, pois onde há necessidade, aí haverá socorro. AS RESPOSTAS DE MARIA Nossa Senhora me respondeu coisas que há dez anos eu questionava. Continuou ela: Viestes tirar a Mãe dos filhinhos? Sem Ela para onde irão eles? Disseste “Jesus lhes basta!” Eu porém vos digo, quem honra o Filho honra o Pai e quem honra a Mãe, a todos honram. Aqueles que como tu, querem dos filhos a Mãe tirar, por intermédio de persuasões e raciocínios errôneos, são tristes almas carentes, ignoram o amor, desconhecem o carinho que vem do ser materno, não honraram talvez os próprios paizinhos, feriram os corações das mãezinhas minhas amadas, causando- lhes feridas mortais. Deves tu amar profundamente o Altíssimo e deves amar e honrar aos paizinhos; eu te convido se queres, e ou tem entendimento consigo, provar e ver, pois nem todos ( outros protestantes) como tu, haverão de gozar o privilégio da resposta. Meu coração é todo amado do Poderoso, eu O honrei e O adorei bem antes que tu existisse e dele provei depois do labor as delícias dos céus; Dele vi os jardins celestiais, a extensão do Seu Reino infinito e poderes sempiternos. O seu amor pousa no coração do justo e o Seu espírito o segue, aonde quer que Ele vai, ou se move.Ele está presente em todas as Suas obras, em tudo quanto existe e tudo Ele forma e cria, tudo Ele ama e acolhe. Tudo foi feito por Ele e para Ele; a causa primária de todas as coisas, e não há detalhes no Universo que Ele não conheça ou não dê importância; sua mente se estende ao incomensurável, podes afirmar. Entretanto, tu não conheces a extensão da sua própria vida; os homens são limitados e frágeis, são errantes e vacilantes e não obstante as suas hesitações e porque adquiriram algum conhecimento, não podendo ser Deus, querem ser pelo menos iguais a Ele. Ainda vos digo que, antes de tu nascer, eu era já a amada do Todo Poderoso, então vos pergunto: Por ventura tu conheces mais perfeitamente a Ele, do que Eu? Foste tu quem gerou para o mundo o meu filho, por Decreto do Altíssimo? Se assim fosse, então as minhas dores lhe pertencem! O Espírito do Senhor me buscou na Terra, e por várias gerações me aguardou; o Poderoso e sua corte exultaram ao ver- me dos céus sua Eleita, e muito mais ao “SIM”que trouxe à humanidade a liberdade plena. Portanto converta o teu riso em pranto e muda a tua rota, não tentes ao Poderoso, não tornes para mim um tropeço, porque a tua ação é sem conhecimento de causa, porque a Justiça do Todo Poderoso é fogo consumidor , e contra Ele nada subsiste. Não queiras provar daquilo que não imaginas, não se aplique mais a investigar com veemência a suferfluidade das coisas, busque apenas o que é essencial. Não vim para ser servida pelos filhos, mas ensinar aos filhos a amar e servir incondicionalmente ao Pai, alvo da minha fé, e razão da fé de todos. Esse é o trabalho do Cristo e é também o meu, por conseguinte. Não procuro os vivos, mas os mortos, não busco os que riem, mas os que choram, procuro no mundo os desesperados e sem fé, os desiludidos e sem forças, os desanimados e contritos, os humilhados e abatidos, os presos, os pobres, os vazios e sem paz. E a cada um desses que me chamarem eu os receberei e efetivamente lhes mudarei os seus rumos; Eu os porei em liberdade, e os convidarei a serem Legionários, servos do Altíssimo, instrumentos, testemunhas vivas do Cristo e defensores fiéis da Santa Igreja. Se aceitarem, uma só Promessa lhes farei, a de descansarem para sempre no meu Imaculado Coração, nas moradas do Poderoso e Sumo- DEUS. Agora, pois, lhe apresento o coração que ferias, e eis as espadas cravadas pelas ofensas tuas e dos que não me conhecem ( nesse momento abre o manto e me mostra o coração sangrando e cheio de espadas). - Não devem os filhos a Mãe ferir, mas ama –la e honra- la. Ainda que me reneguem, Eu por minha parte serei fiel. Portanto se queres de Deus o perdão, deves tirar do coração que ferias, as espadas profundamente cravadas por tuas ofensas. Ainda vos digo e a hora é esta de rezar plenamente, eis o instrumento do vosso ofício (me mostrou o rosário) reze o Rosário para adorar, amar e servir, sejas o último a comer, beber e receber. Reze ao Pai para Adora- lo, reze todos os dias e honrai os pastores da Santa Igreja porque cuidam da sua saúde (a alma); a eles ouça e os obedeça, ame a Santa Igreja e os seus fiéis servidores, honra e obedeça os seus preceitos. Dedique um dia durante a semana a rezar e suplicar pelo ancião de dias ( o Santo Padre) honre a ele e o chame de Santo porque o seu serviço é Santo. Reze pela unidade da casa, pelas famílias e pelos antagonistas da sã doutrina. A todos dizei (e uma só vez) que fiquem na posição que foram chamados, sendo fiéis à Santa Igreja, honrando os anjos, santos e apóstolos do Senhor, como já lhes foram ministrados desde o princípio. A ninguém tentes convencer, dos incrédulos o Pai se encarregará. II PARTE AS REVELAÇÕES DE NOSSA SENHORA Todas as religiões tiveram seus reveladores (ou instrumentos que deram início a estes), embora estejam longe de haver conhecido toda a verdade, tiveram sua razão de ser providencial. Porque eram com efeito apropriadas ao tempo e ao meio a que viviam e falavam e a quem eram relativamente superiores. Apesar dos erros da sua doutrina humanas não deixaram de agitar os espíritos e por isso mesmo de semear os germes do progresso rumo à preparação do Advento do Messias e Salvador. E mais tarde devia alastrar- se como de fato trouxe ao sol brilhante da sã doutrina libertadora e reconciliadora em sua mais pura expressão: O Cristo. Eu vos digo que dia virá que todas as crenças se fundirão em uma grande e vasta unidade neste dia em que o sol da Justiça romper triunfante nos corações humanos em forma do Salvador: as nuvens negras se dissiparão dando lugar por sua vez ao início da era da fé e da razão que vencendo todos os liames do preconceito existentes se romperão e se renderão ao meu Imaculado Coração. Nestes dias dirão: será a volta triunfal de Cristo. Mas por enquanto ainda as religiões tem sido instrumentos constantes de demolições mútuas, mas ai dos que se prestarem a serem causa de escândalos. Agora pois um temporal se aproxima porque dos confins da Terra subiu uma forma escura qual garra medonha se ousou interpor entre o Altíssimo e os habitantes da terra para separa- los; ventos, sangue, trevas, suor e fogo, os gêmeos d’outros tempos nascidos ressurgiram de mãos unidas e de par a par circulam a Terra, e têm feito milhões de asseclas, têm plantado em muitos corações seus estandartes aos desapercebidos que acessíveis às suas pérfidas sugestões seguem em sentido anti horário aos da Divindade Santa e a cada dia, meses e anos, agrupam- se, agremiam- se e aumenta- se o numero dos que se perderão, dos que fazem e admitem associações doravante cada vez mais em conluio com as trevas e seus ministros. - E tu o que sabes da ira vindoura? E do passado de si mesmo não se lembra se não se abrir teus olhos o Criador e o entendimento por intervenção dos santos, os homens todos se perderiam na eterna incógnita, por que Aquele que repartiu aos homens o saber e a ciência por medida de esforço individual de cada um é o mesmo quem os permite a compreensão de seus próprios ensaios. O s que subiram da Terra precedidos pela negra coluna têm atrás de si seus aguilhões com dentes no estômago devoram corações, os seus nomes são: a incredulidade e o materialismo. Por isso Mister se fez ao Criador derramar nos últimos tempos o meu Espírito sobre o orbe terreno para conter a marcha voluptuosa dos que viriam depois. São os agravos, blasfêmias, invejas, ódios destruidores, todo um conjunto, um exército do inferno; podes compreender agora porque se aplica: a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra o príncipe dos demônios ( Ef 6,12). - Sementes de destruição semeados na boa eira durante a noite enquanto dormias (Mt 13,24) - por isso necessidade urgente em por lhes freio. E em meio a tantos e complexos sistemas tua sôfrega voz se levanta contra o atífice e construtor: Deus que vos liberta; ao pronunciar palavras contra a sua escudeira, que pelo globo tem percorrido, contratando fiéis servidores para o Altíssimo para militarem pela causa Divina suprema da salvação dos homens, pela reparação e arrependimento da reconciliação – da conscientização geral do que foi realmente o calvário, que o meu sacrifício de amor me conduziu ao monte. Portanto não digas ainda que convertam a uma fé que nem tu mesmo compreendes, porque o Criador que até mesmo em seus anjos vê defeito quanto mais em ti casa d’argila. Assim sendo a linguagem do Altíssimo doravante será contundente a respeito de seus filhos. Um vento vem aí, e varrerá por muitos anos a humanidade, aqueles que se deixarem seduzir não resistirão. Saibas que o Poderoso criou todos os homens iguais pela dor, pequenos ou grandes, ignorantes e esclarecidos nivelam- se, e essa igualdade é uma sublime previdência do Altíssimo que quer que seus filhos instruídos pela experiência comum não pratiquem o mal, desculpando- se com a ignorância dos seus efeitos. Por amor dos filhos meus me mostrei, me revelei, me derramei ao Altíssimo, por amor de vós por isso saia do meio deles, mas não te detenhas em proclamar o que vistes e ouvistes, não temas, a Minha presença é seu sinal sob o nome dos 03 (Três) intangíveis; o Meu manto é proteção eficaz e constante amparo contra os espinhos envenenados do mal; auxílio sou bem presente no momento extremo da dor, porque... Ao meu comando se moverão os céus e se erguerão as estrelas do firmamento. No mar do meu amor te navegas agora, constante e avante, não pares, caminha, e se preciso for voe sobre as nuvens dos problemas porque asas se te darão, se fores cercado por quatro lados e se te veres sem saída eu te tirarei por cima. Aos meus filhos descendência de Abraão dirás: não gerei filhos para servir de cauda mas por cabeça os gere, Para louvar o Senhor. Resista às paixões do mundo, cumpra o seu dever de filho, enfrente as devassidões porque é uma bravura d’alma afrontar as angústias da luta; ame ao Criador sem O qual nada se faz, não te perca mais – deixe as fileiras intempestivas do antagonismo, abandone a obstinação no que é tortuoso e sem proveito não contes com sua vã sabedoria para te salvar. Ame, honre, adore e exalte ao imutável, que se rasgou qual véu do templo, de alto a baixo, (Mt 27, 51), para que não só contemplasse a glória do que é incorruptível; porque não foi uma janela mas uma porta que se abriu por suas entranhas ainda que estreita. Saibas enfim que naquele dia simultaneamente o Meu Imaculado Coração também se rasgou, pelo que glorifiquei e glorificarei ainda mais ao meu Criador. Finalmente, não te percas buscando sinais que te façam crer, basta- lhe este, uma vez apenas, porque nenhum outro é tão significativo quanto o sinal realizado no altar do Sacrifício. Ame ao Pai mais que as suas criaturas, e as suas criaturas mais que a si mesmo. - A suprema felicidade consiste em cumprir essa Lei de amor, entrareis assim no gozo de todos os esplendores da criação; - O Altíssimo concede- lhes pelo sentimento do dever cumprido na consciência humana, completo alívio. - É do vosso conhecimento que felicidade sem mescla não existe nesta atmosfera; - O homem se levanta qual sol sem luz, estrela sem brilho, lâmpada sem óleo, imagina- se na possibilidade de penetrar todas as coisas. - Realizar obras grandiosas para reparar as faltas é o que todos deviam se empenhar. - O homens tornaram- se ávidos de tudo quanto possa agita- lo e perturba- lo e coisa singular, parece propositalmente criar- se tormento quando deveria evita- lo . As idéias estão na razão do que sabem. - O Poderoso sempre tocado de compaixão pelas misérias humanas do alto chama a todos: Voltei filhos meus – voltem para mim. Derramarei consolações naqueles que orarem e suplicarem no Rosário das vitórias – não deixarei de atende - los, para que não haja desânimo. Voltem- se a Deus pelas orações do Santo Rosário . - Quantas dores porém teriam evitado se tivessem abandonado o orgulho e o egoísmo. A Ciência humana é parcial. A profecia humana é imperfeita. - Amar é uma ciência e provém de Deus, no amor tudo se aperfeiçoa. Ame ao seu semelhante presente e ausente, os que vê e os não vê. - A ciência humana sem Deus é gota comparada ao oceano de riquezas imensas. - As potestades Santas que assistem ao Criador, cujo nome se pronuncia com temor e tremor – cobrem- se os olhos, a boca e os pés. - Trago nos braços os ramos, olhai, são pobres alminhas infelizes que no meu itinerário conduzo à casa materna, quiseram na Terra nascer, mas a mão criminosa os interrompeu. Os outros ausentes filhos – pensas que nada deles mais existe, porém eles choram e lamentam as suas indiferenças, ingratos – não deveriam cumprir a Lei de amor, rezando pelas pobrezinhas? Mas o egoísmo tem voz mais altiva, pelo que ai dos ingratos. O poderoso os ferirá. Ai da mão criminosa que ousar interromper a lei natural do Criador, matando os inocentes. Uma pedra as esmagará. Ai dos que não rezarem pelo alívio dos sofrimentos dos que padecem, estarão um dia talvez, na mesma posição. E então como o rico nas chamas pedirão ao Pai que lhes envie Lázaro, para refrescar- lhes a língua com uma gota nos seus dedos. ( Luc. 23- 16) - Sou a Ponte e a escada de Jacó pela qual anjos sobem e descem levando e trazendo dos céus bênçãos celestes, as Divinas inspirações, o Divino conforto, sem os quais se perderiam os filhos nas trevas, por isso ouça agora, minha voz ressoa qual som das lira dos arcanjos. É como chuva de orvalho numa manhã de sol, é como a garoa do Ermon que desce da colina de Sião. É como o som do Universo, calma e branda, pura e maviosa. - Sou a Semeadora, a Repetidora, a Porta voz do Cristo Salvador, e sempre doce ouvir. Renuncia: não does de si o que sobra – porque nada lhe pertence. O Criador de tudo é Senhor. Mas se tudo é Dele, é também por Ele. Tudo lhes dará de necessário. Porque o pai abre seus tesouros para dar aos seus filhos o Seu eterno benefício, orai sem cessar e os muros ruirão ( Jos.6, 20), pelo que louvai ao Senhor, louvai ao Senhor ( Sal. 105- 1), porque é bom e sua Misericórdia dura para sempre. Perguntei- lhe: - Como fazer para me lembrar de tudo isso? - Essas Palavras ficarão gravadas nas tábuas de Carne de seu coração. - E o que fazer para me salvar? - Fazei tudo o que Ele vos disser... fazei tudo o que Ele vos disser... (Jo. 2, 5). Ela foi desaparecendo... Quando tudo terminou o sol estava nascendo; eu me vi totalmente outro, um homem novo, maravilhado e cheio de amor por essa Mãe que é de Deus e nossa. Obrigado Pai, Obrigado Mãe...! Com amor, seu filho Sérgio. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e nossa Mãe Maria Santíssima! Para sempre sejam Louvados!

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